Guia completo da gripe de A a Z

Espirros, coriza, nariz entupido e dores pelo corpo. Esses são sintomas característicos de um quadro de gripe — infecção bastante comum que pode atingir pessoas de qualquer idade. Porém, ela precisa de atenção e cuidado pela possibilidade de evoluir para quadros mais graves.

É verdade que nem sempre isso acontece, pois quem fica gripado costuma sarar após alguns dias. Mas não podemos nos esquecer de que essa é uma doença contagiosa e que afeta o sistema respiratório. Portanto, é preciso se cuidar para que o organismo reaja rapidamente e outras pessoas não sejam contaminadas.

Pensando nisso, preparamos este guia completo a fim de que você saiba tudo sobre essa doença. Assim, pode cuidar melhor da sua saúde. Continue lendo e confira mais informações sobre a gripe, seus principais sintomas, tipos de transmissão, maneiras de aliviar os desconfortos e muito mais!

O que é a gripe?

A gripe é uma doença infecciosa causada por um vírus da família Influenza. Ele é dividido entre os tipos A, B e C. Aqueles que exigem mais atenção são os Influenza A e Influenza B, porque causam quadros mais graves. Estão inclusos nesses tipos os subtipos H1N1 e H3N2, por exemplo.

Essa doença atinge principalmente o sistema respiratório. Pode se manifestar de forma intensa em quem já apresenta quadros delicados e condições orgânicas que levam à vulnerabilidade. É o caso de crianças, idosos, doentes crônicos e imunossuprimidos.

Também exige atenção em diabéticos, cardíacos, gestantes e puérperas. Entretanto, é um problema que pode atingir pessoas de qualquer idade, desde os bebês até os avós. Inclusive, afeta até jovens aparentemente com boa saúde.

Isso acontece porque o vírus também se aproveita de momentos de queda da imunidade, quando o organismo fica suscetível à sua proliferação. Sempre que ele encontra um ambiente favorável e há contato com uma pessoa saudável, pode haver a manifestação da gripe.

A diferença entre gripe e resfriado

É bastante comum as pessoas fazerem confusão entre quadros de gripe e resfriado. Isso acontece porque os sintomas desencadeados por essas doenças são muito parecidos, então, cada um se refere ao seu quadro da maneira como já está habituado.

Contudo, gripe e resfriado são doenças diferentes, pois não são causadas pelos mesmos microrganismos. Afinal, a gripe é provocada pelos vírus do tipo Influenza, já o resfriado, por diferentes tipos de vírus, como aqueles da família parainfluenza, os Rinovírus e o vírus sincicial respiratório.

Existe também diferença na gravidade dos sintomas manifestados. A gripe tende a causar uma debilidade muito grande, deixando a pessoa incapacitada de executar as suas atividades rotineiras. É um quadro mais intenso, que exige repouso.

Já no resfriado, os sintomas são muito mais leves. Há espirros, congestão nasal, coriza, tosse, dores no corpo e de garganta. A febre, por sua vez, não ocorre com frequência, sendo mais comum nos quadros gripais.

Além disso, quando uma pessoa fica resfriada, apesar de sentir um pouco de indisposição e cansaço, ela ainda consegue realizar as suas atividades rotineiras, não havendo necessidade de manter repouso.

As complicações em quadros de resfriado não são comuns. Já a gripe, como explicamos, pode evoluir a condições mais severas. Portadores de doenças crônicas costumam ter seus quadros agravados em função dessa infecção viral. Ela ainda pode facilitar complicações bacterianas, como otite, sinusite e pneumonia.

Quais são os principais sintomas de gripe?

Já falamos a respeito de alguns sintomas. De modo geral, os principais são:

  • coriza;
  • dor de garganta;
  • tosse com secreção;
  • dor no corpo;
  • indisposição;
  • febre alta;
  • congestão nasal;
  • dor de cabeça.

Além deles, o indivíduo pode sentir calafrios, geralmente em função da febre, e perda de apetite. Vale destacar que tais sintomas têm manifestação é repentina, diferentemente do quadro de resfriado, em que os desconfortos são gradativos.

Quando acontecem complicações, há outros sinais, que se manifestam de acordo com o problema secundário à gripe. No caso de uma otite, desenvolve-se dor de ouvido, redução da audição e produção de secreção no canal auditivo.

Na sinusite, a dor de cabeça é ainda mais intensa e pode acometer a área abaixo dos olhos, gerando dificuldade para abri-los. Também há dor no nariz e na testa, por causa do acúmulo de secreções — o que pode gerar uma interrupção da coriza.

No quadro de pneumonia a tosse tende se tornar mais intensa. Surgem dores no peito e na região da costela. Se houver um grande comprometimento dos pulmões, há falta de ar ou dificuldade de respirar e cansaço.

De que maneiras pode acontecer a transmissão da gripe?

É muito importante saber que a gripe não é uma doença que desenvolvemos, mas sim que adquirimos. Isso porque o contágio se dá de pessoa a pessoa — mas não significa que ao tocar na mão de alguém infectado você ficará gripado também.

Para que isso aconteça deve haver o contato com secreções das vias respiratórias e, em seguida, delas com os olhos, boca ou nariz do indivíduo saudável. Além do mais, essa transmissão pode acontecer de forma direta ou indireta.

Transmissão direta da gripe

O indivíduo saudável tem contato direto com as secreções das vias respiratórias de uma pessoa gripada. É o que acontece, por exemplo, quando elas são expelidas durante a fala, ao tossir ou espirrar.

As partículas ficam em suspensão no ar, então, ao serem inspiradas, carregam para o organismo da pessoa saudável o vírus causador da gripe. Com isso, ela tem grandes chances de ficar doente.

Transmissão indireta da gripe

Nesse caso também há o contato do indivíduo saudável com as secreções respiratórias da pessoa contaminada, mas de forma indireta. As secreções se mantêm em superfícies, então, ao tocar nelas e em seguida nos olhos, nariz ou boca, a pessoa pode ficar doente.

Essa é a transmissão que acontece por meio de maçanetas, interruptores, toalhas, ao dividir um copo, um talher, repartir uma refeição etc. Por isso, é aconselhado não tocar o rosto e manter as mãos sempre higienizadas, já que são elas que levam microrganismos nocivos ao corpo.

Depois que a pessoa tem contato com o vírus da gripe, ocorre um período de incubação, no qual aparentemente ela está saudável, porque ainda não apresenta sintomas. As manifestações começarão a surgir cerca de 1 a 4 dias depois da contaminação.

Como explicamos, existem três diferentes tipos de gripe causados pelos vírus da família Influenza. Nos tipos A e B podem acontecer epidemias da doença, já no caso do grupo C, muito raramente isso ocorre.

Que medidas podem ser adotadas para aliviar os sintomas da gripe?

Ainda não há um tratamento para a gripe, logo, isso significa que não existe uma medicação, procedimento ou técnica que possa ser adotada a fim de eliminar o vírus do organismo. O próprio sistema imunológico é que deve reagir e controlar a proliferação.

É por isso que há o risco de um quadro gripal evoluir para complicações graves. Se o organismo de uma pessoa não conseguir promover essa reação, o vírus continuará se multiplicando, abalando a saúde como um todo e trazendo prejuízos aos outros órgãos — o que agrava condições preexistentes.

A gripe, portanto, não tem cura, mas é uma doença autolimitada, ou seja, que tem um começo, meio e fim. A maioria das pessoas consegue se curar sem desenvolver agravamentos. Mesmo assim, os sintomas são muito desconfortáveis e limitantes.

A boa notícia é que podemos adotar algumas medidas de modo a minimizar esses desconfortos e ajudar o organismo a reagir mais rápido. São tratamentos sintomáticos ou que fortalecem o sistema imunológico. A seguir mostramos quais são as principais formas de aliviar a gripe:

  • beber bastante água, chás e sucos naturais;
  • manter repouso evitando atividades intensas;
  • evitar ficar o dia inteiro na cama, a fim de garantir a boa ventilação dos pulmões;
  • tomar um banho morno para baixar a febre e relaxar;
  • aumentar a ingestão de alimentos que fortalecem o sistema imunológico;
  • preferir refeições leves e nutritivas;
  • deixar as vias respiratórias hidratadas;
  • sempre que sentir necessidade, assoar o nariz e eliminar as secreções.

Como prevenir a gripe?

A prevenção da gripe precisa acontecer constantemente, não apenas quando houver algum surto da doença ou uma pessoa gripada no seu meio social. É importante garantir que o corpo esteja protegido contra todos os tipos de infecção e, ainda, adotar medidas de higiene que previnam contato com os vírus. Veja a seguir o que fazer!

Mantendo uma boa alimentação

É por meio da alimentação que garantimos ao organismo as substâncias que ele precisa para se manter saudável. Por isso, uma das principais formas de prevenir a gripe é adotando um cardápio que fortaleça o sistema imunológico. Ele deve conter:

  • vitaminas C, D e E;
  • ácido fólico;
  • carotenoides;
  • zinco;
  • selênio.

É importante inserir na dieta mais alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C), como as frutas cítricas, tomate, repolho e pimentão. A vitamina D pode ser obtida em carnes e frutos do mar, além de ter a produção estimulada a partir de banhos de sol. Já a vitamina E está presente no azeite de oliva, abacate, gema de ovo e grãos.

Capriche no ácido fólico presente em vegetais com folhas verde-escuras, como o agrião, além de lentilha, ervilha, grão-de-bico e feijão. Os carotenoides estão presentes em alimentos de tonalidade amarela à vermelha.

O zinco também está presente em frutos do mar, carnes, lentilha, feijão e leite. Para finalizar o fortalecimento imunológico, o selênio é um antioxidante presente na castanha-do-pará.

Mas não é só isso, porque, além de fortalecer o lado imunológico, precisamos garantir o bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas. Sendo assim, quanto mais variado e nutritivo for o cardápio, melhor. E é bom preferir os alimentos mais próximos da apresentação natural, pois conservam as substâncias benéficas.

Além do mais, vale evitar os grupos alimentares que trazem prejuízos à saúde, como alimentos gordurosos e frituras, aqueles muito processados, industrializados ou que contêm corantes, sódio e açúcar em excesso.

Garantindo a qualidade do sono

É durante o sono que nosso organismo recupera a energia que perdeu, recompondo-se para ter disposição no dia seguinte. Mas, além de “recarregar a bateria”, ao dormir o corpo realiza diferentes funções, regulando sua química e o metabolismo.

Quando não dormimos bem, o organismo fica debilitado e há uma queda do sistema imunológico. Isso ajuda a aumentar a suscetibilidade a infecções, favorecendo a proliferação do vírus da gripe e outras doenças.

Entretanto, é importante ressaltar que não estamos falando apenas de dormir bastante, mas de cuidar da qualidade do sono. Isso significa ter um bom colchão, um travesseiro confortável, manter as roupas de cama limpas e preparar o ambiente eliminando o barulho e a iluminação — que não deixam o cérebro desligar completamente.

Praticando atividades físicas regularmente

A realização regular de atividades físicas não está relacionada apenas ao controle do peso corporal. É preciso manter o corpo em movimento a fim de regularmos a produção hormonal, equilibrando a química orgânica. Com os exercícios, também estimulamos o funcionamento do sistema cardiorrespiratório, ativamos a circulação sanguínea e aceleramos o metabolismo.

Adotar essas práticas regularmente fortalece o sistema imunológico, aumentando a proteção contra infecções. Isso acontece porque a atividade estimula a produção das células de defesa, reduzimos a suscetibilidade do nosso corpo ao ataque de microrganismos.

Outro benefício é a eliminação de toxinas. Elas são substâncias que o corpo produz naturalmente, enquanto resíduos dos seus processos, e também são ingeridas por meio da alimentação. Assim, precisam ser eliminadas, pois aumentam as chances de inflamações.

Bebendo bastante água

O corpo humano é composto por uma grande quantidade de água e ela está envolvida com suas diferentes funções, além de promover o equilíbrio dos fluidos orgânicos. Por isso, é essencial manter a hidratação por meio da sua ingestão.

Quando bebemos água, mantemos as células hidratadas, garantimos a presença desse líquido entre elas e também no sangue. Nesse último caso, é crucial para que a circulação aconteça sem problemas e todos os órgãos e tecidos recebam o oxigênio e nutrientes na quantidade certa — favorecendo as atividades celulares.

No caso do sistema imunológico, a água mantém o corpo hidratado e permite que a imunoglobulina IgA, que defende o organismo de infecções, atue corretamente.

Do contrário, ou seja, quando o corpo fica desidratado. há um ressecamento das mucosas, já que a produção de saliva, lágrimas e outros fluidos fica reduzida. Com isso, a ação da IgA é prejudicada, facilitando a entrada de microrganismos no corpo.

Adotando alguns cuidados específicos

Você viu que a transmissão do vírus da gripe se dá de forma direta ou indireta. Portanto, além de todas as medidas que citamos é importante adotar alguns cuidados específicos no dia a dia.

Eles vão evitar que você tenha contato com o vírus, transportando-o ao seu organismo. Algumas ações fundamentais são:

  • evitar permanecer em locais fechados e aglomerados;
  • não tocar o rosto com as mãos sujas;
  • manter as mãos sempre higienizadas com água e sabão (principalmente antes de comer);
  • quando não for possível, realizar a higienização com álcool;
  • não compartilhar objetos e itens de uso pessoal;
  • evitar o contato com quem apresenta sintomas de gripe.

Existe também a vacina contra a gripe, fornecida gratuitamente a integrantes dos grupos de risco. Porém, você pode conversar com seu médico para se imunizar, caso não possa participar das campanhas realizadas pelo sistema público de saúde.

Por que algumas pessoas ficam mais gripadas que outras?

A razão de algumas pessoas apresentarem maior suscetibilidade aos quadros de gripe do que outras está relacionada com o sistema imunológico. Afinal, em casos de baixa resistência, o corpo não conta com defesas tão eficientes a ponto de impedir que a doença se manifeste.

Isso pode acontecer por não terem adquirido imunidade na infância, mas também existe a possibilidade de estar relacionado com uma predisposição encontrada nos cromossomos.

Além desses casos, vale reforçar que, naturalmente, as crianças, idosos, doentes crônicos e imunossuprimidos têm o organismo mais sensível aos microrganismos. Assim, sempre que há condições favoráveis, independentemente daquilo que as causou, a pessoa tem uma chance maior de ficar gripada.

O que fazer quando você está gripado?

A primeira medida que você precisa tomar, caso pegue uma gripe, é cuidar da sua saúde. Isso é feito por meio de boas práticas que ajudam a aliviar os sintomas da doença, pois elas incluem o fortalecimento do sistema imunológico e a adoção de hábitos e ações que vão possibilitar a recuperação mais rápida.

Porém, também é muito importante pensar nos demais, uma vez que a gripe é uma doença contagiosa. É preciso ter o cuidado de não espalhar o vírus por aí. Sendo assim, você deve redobrar a sua higiene com práticas como:

  • cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
  • usar lenços descartáveis;
  • evitar tocar a boca, os olhos e o nariz;
  • manter suas mãos bem higienizadas;
  • não compartilhar seus objetos pessoais;
  • procurar manter distância das demais pessoas;
  • deixar o ambiente sempre aberto e bem ventilado.

Vale a pena consultar um médico para que ele possa avaliar a necessidade de prescrever medicações que controlem os sintomas da gripe. Assim, é possível evitar que a febre suba demais, além de minimizar o desconforto da tosse e as dores no corpo.

Também é recomendável observar a evolução da doença, traçando um comparativo para verificar se os sintomas estão estabilizados, evoluindo ou regredindo. Se houver uma piora, é preciso buscar ajuda médica a fim de que não haja complicações.

A gripe pode durar de uma a duas semanas e os desconfortos normalmente são amenizados após o pico da doença. Se isso não acontecer, consulte um especialista para receber melhores instruções de acordo com o seu quadro, combinado?

Quais são os mitos e verdades sobre a gripe?

A adoção de práticas indevidas pode não resultar em uma melhora da gripe e ainda trazer complicações. Por isso, conhecer os mitos e verdades sobre essa doença vai ajudar você a entendê-la melhor e agir de maneira adequada diante de quadros do tipo.

A fim de esclarecer possíveis dúvidas, fizemos uma pequena lista com informações verdadeiras e falsas (ou que foram mal explicadas). Acompanhe!

As pessoas pegam mais gripe no inverno

VERDADE. Isso acontece, pois o sistema de defesa das vias respiratórias funciona de maneira diferente em dias mais frios, tendo mais dificuldade ao barrar e eliminar microrganismos.

O frio provoca a gripe

MITO. Apenas há uma suscetibilidade orgânica maior. Além disso, as pessoas costumam fechar os ambientes, facilitando a circulação do vírus. O tempo seco permite que ele sobreviva mais tempo fora do organismo.

O choque térmico causa gripe

MITO. Ele pode interferir na produção hormonal e fragilizar o sistema imunológico. Isso aumenta a suscetibilidade a infecções por microrganismos, mas não causa a gripe.

O resfriado não vira gripe

VERDADE. Explicamos que são doenças diferentes, causadas por vírus distintos, logo, um resfriado não vai virar uma gripe.

Suco de laranja cura a gripe

MITO. Não existe um remédio que combata o vírus da gripe. Portanto, a laranja não cura os quadros gripais. Ela pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico, favorecendo a resposta orgânica.

A gripe favorece a pneumonia, mas não é sua causa

VERDADE. A pneumonia não se origina por causa da gripe, mas o quadro gripal favorece a manifestação dessa doença em função da fragilidade das vias respiratórias e da suscetibilidade pulmonar.

Canja é bom para gripe

VERDADE. Assim como acontece com o suco de laranja, a canja não vai curar a gripe, porém, é um alimento leve e nutritivo que ajuda a reequilibrar a saúde e minimizar os sintomas da doença.

Tomar um antigripal corta a gripe

MITO. Todo medicamento antigripal vai combater os sintomas, reduzindo a febre, aliviando as dores no corpo e a coriza, porém, nenhum deles cura a gripe. Apenas trazem um conforto maior até que o organismo se recupere sozinho.

Agora que você entendeu melhor o assunto, já pode adotar hábitos mais saudáveis que vão ajudar a prevenir essa infecção viral. E, caso ela se manifeste, cuide-se bem para que seu sistema imunológico responda rápido e você se recupere sem transmitir a doença a outras pessoas.

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